Postado por
Italo Carneiro
às
06:39
Outro dia eu estava sentado em minha mesa ouvindo a banda Engenheiros do Hawaii, divagando em neblinas de pensamentos, quando um verso me chamou atenção: qual é a lógica do sitema?
Compro uma bala, retiro o saco plástico e fico refletindo a utilidade desse embrulho. Em uma questão de segundos ele se tornou lixo, não me serve mais, consequentemente é necessário produzir um novo. Percebi então que toda economia do mundo gira em torno da produção maléfica. Quanto mais doentes, mais remédios, mais produção, mais lucros. O ápice da destruição para crescer a econômia é a guerra, ela estimula o crecimento de varios setores indiretos, principalmente o de tecnologias.
Existe lógica nisso tudo? Existe algum sistema? Ou existe um complexo de marionetes onde somos os bonecos de quem está no poder? Os poderosos servem aos iteresses de quem? De quem financia, de quem investe , da elite dona das fábricas, dos bancos, das multinacionais. Quem mais sofre com as doenças, guerras e destruição da natureza? Os menos favorecidos. Não tem lógica alguma, eles querem que acreditemos na existêndia de uma lógica... que as coisas são assim porque tem que ser assim, não podem ser mudadas, que as guerras são necessárias e que as doenças não podem ser previnidas, que a diminuição da liberação de gás carbônico causa prejuízos financeiros.
O capitalismo selvagem é um sistema ou relações camufladas de dominação, exploração e destruição?
Permalink
Postado por
Italo Carneiro
às
07:39
Alguém definiu a vida como o conjunto de funções que levam a morte, essa definição passou alguns dias rodando em minha cabeça, então decidi decompô-la a minha maneira.
Comecei indagando-me sobre conjunto e substituí por reunião , depois passei para funções e mudei para algo que se faz e assim passei para levam e troquei por obter-se, por fim, a que me custou mas atenção , coloquei cessação da existência em lugar de morte.
Veja o que encontrei quando transplantei as palavras em itálico na definição da vida: Reunião de algo que se faz para obter a cessação da existência. Fiquei confuso, não sei se achei os termos legais, ou se a definição não era tão boa, mas levantei questões que não tinha parado pra pensar ainda: Entrei em contradição, a vida é contraditória ou entrei em contradição porque a vida é contraditória? Vivemos pela morte? Porque temer a morte, se não estaremos mais vivos? Viver é uma dádiva do nada?
Permalink
Postado por
Italo Carneiro
às
07:06
Nossa mente é a maior icógnita de humanidade. Imaginar e sonhar não nos apresentam tão distantes assim da realidade, que se torna real apenas quando nossos sentidos captam o que outras pessoas também percebem. E quando começamos a criar uma realidade não compartilhada e demostra-la, nos tornamos loucos.
Porquê nos emocionamos tanto ao assistir à um evento esportivo como a fómula 1 e o futebol? Para nosso cérebro a mesma sensação de prazer ao ver uma linda mulher não difere de imagina-la e muito menos de sonhar com ela. Existe algo mais aterrorizante que um pesadêlo? Nossa mente é tão podesora que nos deixa assustados. Como saber a diferença entre uma lembrança e um sonho? Garotos de 13 e 14 anos acordam pela manhã com o lençol sujo de esperma após sonhar ter relações sexuais. Tiramos fotografias de momentos alegres em nossa vida tentando imortaza-lo em nossas memórias. Adoramos contar as proezas que aconteceram em nossas vidas quando estamos em uma roda entre amigos. Nossos sonhos e lembranças nos dão a mesma sensação de bem estar que temos na realidade.
Desde a idade média que a igreja católica assosciava os loucos com forças malignas, por isso, atualmente temos esse preconceito em relaçao a loucura que não é algo tão ruim, a questão é como eles são tratados. Você já foi em um hospícil? Os loucos devem ser tratados como deuses e no entanto ficam presos amarrados e drogados. Quem além deles consegue trazer pra “realidade da sociedade” pessoas, objetos e sentimentos? Isso é muito belo, é extraordinário poder trazer a tona pelo menos alguns dos nossos desejos reprimidos. Só porque as pessoas mentalmente “sans” não conseguem perceber o que os loucos percebem, não quer dizer que não seja real.
Sonhos, pensamentos, desejos, lembranças e loucos… O que é enfim a realidade?
Permalink
Postado por
Italo Carneiro
às
11:20
Vivemos em agradar os outros, para que assim falem bem de nós. Nos preucupamos demais com o que pensam de nós do que pensamos de nós mesmos.
Se somos respeitados pelo povo, tudo se torna mais fácil, é até melhor pra conseguir um emprego ou uma namorada. Só que para conserguir essas vantagens, somos levados a utilizar qualidades que não são nossas, mas não conseguimos fingir bem o tempo todo. Somos humanos, máquinas perfeitas e por isso falhamos. Ao falhar, as pessoas ao nosso redor percebem que não estamos sendo naturais e desagradamos em tentar ser legal com elas porque não estamos sendo verdadeiros. Aprender a usar certas qualidades que não temos, só é aconselhável até certo ponto, usa-las para impressionar o outro sem sentir-se bem é uma auto-corrupção.
Existe um equilíbrio entre a nossa expressão e sobre o que dizemos. Se falo algo engraçado e me comporto com seriedade, os institos da pessoa que esta comigo vai perceber. Custe o que custar, agradamos mais quando somo nós mesmos e não em ser o que não se é. Se tiver vontade de chorar, chore. Se for pra gritar, grite. Se for pra beijar, beije. Se for pra ter raiva, tenha
Existem pessoas que gostam das outras mais pelos defeitos delas do que por suas qualidades. Melhore-se mas numca finja-se.
Baseado no tópico três : Dos ares de qum se dá e das maneiras. Livro máximas e reflexões, La Rochefecauld
Permalink
Postado por
Italo Carneiro
às
06:45
Estava eu essa semana lendo pela 3º vez em alguns anos o romance Cinco minutos de José de Alencar, ótimo livro, já li outros livros desse autor e gostei muito. Só que esse me chamou uma atenção em especial. Com apenas 48 páginas ele tem um dimensão maior do que Senhora e O guarani por exemplo, sarcastico e romântico, percebemos que assim ele foge dos métodos de autores conteporâneos do romantismo, com uma sátira ardilosa para com a burguesia da época e uma história de amor que nos leva acreditar em um final trágico mas que termina feliz, uma crítica ao homem moderno da época que já começa a dar sinais de escravidão perante o relógio. Foi esse ultimo tema que me chamou mais atenção, principalmente quando ele finaliza o livro com a frase : ” Isso prova que a pontualidade é uma excelente virtude para uma máquina; mas um grave defeito para o homem.”
Isso me fez comparar o perfil das pessoas que sempre chegam adiatadas e atrasadas em algum momento. As primeiras são sempre meticulosas, anciosas, organizadas, preparadas… As segundas estão em busca de emoção, aventura, prontas para reajir a qualquer infortúnio, despreucupadas mas desorganizadas…
Dentre as duas prefiro ser a última. Com quem numca aconteceu de marcar um encontro com alguém e ela não aparecer? Se chegassemos pontualmente… todo o tempo que poderiamos ter desfutado descansando em casa, ficamos anciosos, alguns mordem as unhas, outros se auto-destroem imaginando o porquê dessa pessoas não aparecer…
Em fim, se tudo é imprevisível , porque não deleitamos assim da imprevisão?
Permalink
Postado por
Italo Carneiro
às
10:12
Alguns dias atrás estava eu ouvindo um cd da banda Barão Vermelho e um verso apareceu de repente na minha memória e fiquei cantando o dia todo, de vez em quando acontece isso comigo, as vezes eu gosto outras não, mas o que fazer… Esse sou eu!
“ Um dia na vida vale”, apenas um dia! Até que ponto iríamos para ter apenas mais um dia na vida? E o contrário? Hora, vocês me diriam que depende do estado de espírito da pessoa, se ela for angustiada, não faria nada para ter esse dia, se ele for alegre fará tudo para conseguir. Mas e se o angustiado tiver esperanças de ser feliz e o alegre ja estiver satisfeito até esse dia?
As vezes eu fico refletindo e fazendo uma viagem no tempo. Durante o curso da história, ouve vários péríodos de subjulgação de povos, extermínio, crueldade, guerras, escravidão e vemos hoje o sofrimento dos moradores do terceiro mundo, mas tem uma questão que me deixou intrigado, de todas as formas possíveis de resistência, o suicídio foi o menos usado!
Escravos, judeus, porquê não se suicidaram em massa? Afinal de contas a vida é tão importe assim que mesmo no sofrimento eterno eles não se libertaram?
Quem sabe a banda Jota Quest pode nos responder com esses versos : “ Vivemos esperando dias melhores pra sempre”
Permalink
Postado por
Italo Carneiro
às
07:44
Adoro a estação de inverno com todas aquelas chuvas que me deixa bastante introspectivo… Queria poder correr como um louco em meio a chuva como no tempo de criança, mas algo me impede. Será medo? As vezes dói nos momentos em que me lembro que perdi a memória, era um dia de sol intenso, fui atingido por um bloco que se soltou de um prédio em construção Nasci de novo duplamente : Primeiro porque traumatismo craniano causa muitos danos e segundo porque não me lembro das pessoas do meu convívio, inclusive eu mesmo. Os médicos não podem explicar como ainda continuo vivo, mas eu sei e não posso contar, eles não entederiam o que eu não entenderia se não tivesse sofrido o acidente. Talvez você possa compreender, é um conto não é? Seria muito bom pro meu ego, ele anda muito vaidoso esses tempos…
Não sei quem sou, mas mesmo que estivesse curado não saberia, o importantante agora é saber quem são meus pais, avós, amigos, parentes, vizinhos, amigos e inimigos. Na verdade acho que nada disso importa mais quando se tem uma lembrança de uma mulher que está tão viva dentro de mim a ponto de eu achar a causa da minha inmemória o fato de que ela sugou toda a vitalidade das outras lembranças. Metade do meu vazio existêncial é preenchido por ela, a outra parte espera que me encontre com ela para que assim eu possa me preencher.
Tenho muitas lembranças dela, sinto a influência dela em tudo que faço. Será que poderei encontra-la? Minha busca é incontrolável, cansativa, extasiada e surreal…Tenho que encontra-la, adimira-la, toca-la, cheira-la e beija-la, nem que seja alguns instantes em uma única vez na eternidade. È por isso que as vezos acho que minha felicidade está na busca.
Pra que viver mais, após o encontro? Não tenho família, religião ou mais vínculos passionais! Não me chamem de Bayronista, minha situação é diferente, em uma época diferente, em circustâncias avalassadoras, conheço muitas pessoas que projetam coisas brilhantes para suas vidas e acabam fazendo delas bobagens
Se eu pudesse ao menos mostra-la ! Tenho convicção que vocês entenderiam. Nunca fico satisfeito em descrevê-la, tenho sempre a sensação de estar faltando algo que sofre metamorfose a cada tentativa, mas dessa vez tenho a intuição que vou chegar muito próximo a sua essência, assim ela estaria perfeita, incompleta, mas perfeita para mim.
Não consigo distinguir se ela é loira, ruiva, negra, branca, morena… Só me lembro das linhas do rosto e a forma do corpo.
O seu rosto é o que mais me fascina, ele é tão belo que a beleza se sente inferior diante dela, seus cabelos são ondulados como as dunas do deserto numa tempestade de areia, seus olhos são da cor de uma folha seca, seu olhar é fixo como a lua cheia, as sombrancelhas são como o bater de asas de uma gaivota, o nariz possue linhas retas acompanhadas de uma pequena elevação nas pontas, as bochechas lembram-me a superfície de dois mamões, a testa é retilína e levemente encurvada na proximidade com os cabelos, as orelhas numca vi, os cabelos as protegem. Deixei a sua boca para o final… Lábios de uma pureza tentadora, tão vermelhos quanto o amor que pulsa em minhas veias! Seu corpo poderia ser definido em apenas uma palavra: Equilíbrio. Os seios não são tão grandes, mas são duros como laranjas… A barriga plana como um lago… e um pequeno bumbum empinado, seus dedos são… não,é melhor parar, estou descrevendo-a infinitamente…
Estava meditando em meus pensamento quando senti minha mente muito densa…
Lembrei! Já sei quem ela é! Ela é a soma de todas as mulheres de que ja me apaixonei, agora ja sei porque ela numca está completa e jamais vai estar.
Engraçado, como somos tão esquisitos, basta apenas um gesto, uma palavra, um olhar, para que nos transbordemos de amor!
Permalink
|